A Educação do Campo e o Ensino de História: possibilidades de formação
Por: Ramofly Bicalho dos Santos
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - UFRRJ
ramofly@ufrrj.br
Nosso objetivo é refletir sobre o ensino de história e a educação do campo atrelada aos fatores culturais, políticos e sociais que influenciam as diferentes etapas e processos históricos de produção dos saberes, resgatando a formação docente e as transformações atuais da educação, como possibilidades de expressão da gestão democrática e emancipatória. O ensino de história, na perspectiva da reconstrução de valores, constitui-se em mecanismo para fazer emergir os sonhos e as esperanças dos trabalhadores rurais, num projeto coerente com a realidade de vida desses sujeitos do campo que valorizam a escola como local de construção da cidadania plena, contrária às ações reprodutivistas e produtora das desigualdades. A escola envolvida na luta pela inclusão social e a defesa dos direitos humanos. Que busque a igualdade, o direito a terra e saiba lidar com a diferença. Dessa forma, a produção escrita e oral dos professores de história, buscará evidências nos processos de formação, nas experiências educativas, nas diferentes possibilidades de olhar a realidade e de pensar a si mesmo enquanto protagonistas de suas histórias individuais e coletivas, problematizando a realidade do campo, o ensino de história e organizando as inúmeras possibilidades do pensamento crítico, através de constante troca e produção dos diversos saberes. Nossa intenção é mostrar que o ensino de história e a luta por uma educação do campo, passa pelo enfrentamento das várias cercas impostas pela escola tradicional, com seus projetos autoritários e deslocados da realidade do campo. Essas cercas quando derrubadas simbolizam respeito, organização e valorização dos movimentos sociais. Faz a sociedade refletir acerca das dificuldades encontradas em nosso país, dentre elas, a miséria, o latifúndio e o analfabetismo. Esses são espaços de aprendizagem coletiva, construção política e luta pelo reconhecimento identitário.
sábado, 24 de outubro de 2009
O acampamento com espaço de resistência e luta pela terra
Neste trabalho refletiremos acerca das possibilidades de resistências dos acampados na luta pela terra, fruto dos inúmeros latifúndios improdutivos ocupados pelos diversos movimentos sociais no Brasil, em especial, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST. Na organização do acampamento, percebo que a interação entre os sujeitos pode fortalecer, por exemplo, os núcleos de discussões, enfatizando as dificuldades de cada contexto histórico e os possíveis encaminhamentos. Esses espaços devem contribuir para a formação política e educação dos novos homens e mulheres, com coerência e consciência crítica, avançando na superação coletiva da condição de oprimidos e vislumbrando a conquista da autonomia dos trabalhadores e trabalhadoras rurais. (MARTINS, 1980) defende a luta pela terra de trabalho, pois este é lugar de afirmação e dignidade humana, contra a terra de negócio, espaço da desumanidade e intolerância. Mesmo com as péssimas condições de infra-estrutura, os acampados envolvem-se com a vida e o respeito à terra, enfrentando a frieza, a insensatez e a morte. Dessa forma, os movimentos sociais do campo propõem uma drástica ruptura com o modo de vida capitalista, valorizando, entre outros aspectos, a produção sem agrotóxicos e o estudo dos seus princípios e objetivos.
Neste trabalho refletiremos acerca das possibilidades de resistências dos acampados na luta pela terra, fruto dos inúmeros latifúndios improdutivos ocupados pelos diversos movimentos sociais no Brasil, em especial, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST. Na organização do acampamento, percebo que a interação entre os sujeitos pode fortalecer, por exemplo, os núcleos de discussões, enfatizando as dificuldades de cada contexto histórico e os possíveis encaminhamentos. Esses espaços devem contribuir para a formação política e educação dos novos homens e mulheres, com coerência e consciência crítica, avançando na superação coletiva da condição de oprimidos e vislumbrando a conquista da autonomia dos trabalhadores e trabalhadoras rurais. (MARTINS, 1980) defende a luta pela terra de trabalho, pois este é lugar de afirmação e dignidade humana, contra a terra de negócio, espaço da desumanidade e intolerância. Mesmo com as péssimas condições de infra-estrutura, os acampados envolvem-se com a vida e o respeito à terra, enfrentando a frieza, a insensatez e a morte. Dessa forma, os movimentos sociais do campo propõem uma drástica ruptura com o modo de vida capitalista, valorizando, entre outros aspectos, a produção sem agrotóxicos e o estudo dos seus princípios e objetivos.
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