sábado, 24 de outubro de 2009

A Educação do Campo e o Ensino de História: possibilidades de formação

Por: Ramofly Bicalho dos Santos
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - UFRRJ
ramofly@ufrrj.br


Nosso objetivo é refletir sobre o ensino de história e a educação do campo atrelada aos fatores culturais, políticos e sociais que influenciam as diferentes etapas e processos históricos de produção dos saberes, resgatando a formação docente e as transformações atuais da educação, como possibilidades de expressão da gestão democrática e emancipatória. O ensino de história, na perspectiva da reconstrução de valores, constitui-se em mecanismo para fazer emergir os sonhos e as esperanças dos trabalhadores rurais, num projeto coerente com a realidade de vida desses sujeitos do campo que valorizam a escola como local de construção da cidadania plena, contrária às ações reprodutivistas e produtora das desigualdades. A escola envolvida na luta pela inclusão social e a defesa dos direitos humanos. Que busque a igualdade, o direito a terra e saiba lidar com a diferença. Dessa forma, a produção escrita e oral dos professores de história, buscará evidências nos processos de formação, nas experiências educativas, nas diferentes possibilidades de olhar a realidade e de pensar a si mesmo enquanto protagonistas de suas histórias individuais e coletivas, problematizando a realidade do campo, o ensino de história e organizando as inúmeras possibilidades do pensamento crítico, através de constante troca e produção dos diversos saberes. Nossa intenção é mostrar que o ensino de história e a luta por uma educação do campo, passa pelo enfrentamento das várias cercas impostas pela escola tradicional, com seus projetos autoritários e deslocados da realidade do campo. Essas cercas quando derrubadas simbolizam respeito, organização e valorização dos movimentos sociais. Faz a sociedade refletir acerca das dificuldades encontradas em nosso país, dentre elas, a miséria, o latifúndio e o analfabetismo. Esses são espaços de aprendizagem coletiva, construção política e luta pelo reconhecimento identitário.

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