sábado, 24 de outubro de 2009

O acampamento com espaço de resistência e luta pela terra
Neste trabalho refletiremos acerca das possibilidades de resistências dos acampados na luta pela terra, fruto dos inúmeros latifúndios improdutivos ocupados pelos diversos movimentos sociais no Brasil, em especial, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST. Na organização do acampamento, percebo que a interação entre os sujeitos pode fortalecer, por exemplo, os núcleos de discussões, enfatizando as dificuldades de cada contexto histórico e os possíveis encaminhamentos. Esses espaços devem contribuir para a formação política e educação dos novos homens e mulheres, com coerência e consciência crítica, avançando na superação coletiva da condição de oprimidos e vislumbrando a conquista da autonomia dos trabalhadores e trabalhadoras rurais. (MARTINS, 1980) defende a luta pela terra de trabalho, pois este é lugar de afirmação e dignidade humana, contra a terra de negócio, espaço da desumanidade e intolerância. Mesmo com as péssimas condições de infra-estrutura, os acampados envolvem-se com a vida e o respeito à terra, enfrentando a frieza, a insensatez e a morte. Dessa forma, os movimentos sociais do campo propõem uma drástica ruptura com o modo de vida capitalista, valorizando, entre outros aspectos, a produção sem agrotóxicos e o estudo dos seus princípios e objetivos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário